12.11.07
Infinito Palpável
Yeah we do, yeah we do
We live in a beautiful world.Don’t Panic - Coldplay
Ela olhou para os céus. Nuvens cinza se assomavam ao horizonte. Seus olhos permaneceram no alto. Percebia os últimos momentos antes de a terra descansar sob as caricias das gotas de água que aquelas nuvens trariam como bênçãos.
Cada vez mais cinza elas estavam. Seus olhos azuis agora também eram cinza. O sol já não mais aparecia. Ao Leste nascia a Lua. Parecia impossível, mas ela brilhava, intensamente. Como nunca brilhara.
Os olhos cinza brilhavam.
E foi assim que se deu o encontro entre as nuvens e a lua. Aquele momento mágico, entre o céu limpo cheio de estrelas, com a mãe de todas as luzes noturnas brilhando em proteção as suas filhas e as nuvens cinza. As ultimas recebiam o brilho intenso com respeito e admiração. O reflexo nas nuvens altas e cada vez maiores formava a mais perfeita imagem do infinito palpável aos nossos olhos. Um raio atingiu o chão sem aviso. A terra grita em resposta.Uma gota se desprende de sua mãe e repousa na testa da menina que espera. A garota sorri.
Um simples sorriso, que não espera nada em troca. Sorriso verdadeiro.
Aquilo que um dia permitiu a vida destruirá para, depois, trazê-la de volta.
Paulo Victor Recchia Gomes da Silva
05-11-2007 (23:16)
Marina disse,
Março 2, 2008 às 4:55 am
Gostei muito do texto.. Como sempre vc escreve coisas lindas.
Parabéns!!!!
Paulo Victor Recchia Gomes da Silva disse,
Março 2, 2008 às 4:57 am
Obrigado!!! =)