Eu não tenho o que fazer

Só pode ser isso. Se eu já não atualizo um blog eu me atrevo a criar outra página.

o lugar comum

Sintam-se convidados, mas não tem muita coisa nova, já vou avisando…

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Meu cachorro e a galinha do vizinho

De vez em nunca meu cachorro tem um surto de coragem e tenta mostrar serviço. Hoje seu alvo foi a galinha do vizinho. Antes vou tentar explicar como é o meu quintal.

O meu quintal faz diviza com um terreno que tem um galinheiro montado ao redor de uma amoreira. Em vez das galinhas dormirem dentro do galinheiro elas sobem nos galhos e muitas vezes tentam se aventurar no muro, andando de um lado para o outro. Entretanto, algumas delas acabam indo além e vem no meu quintal e sempre conseguem voltar. Só que hoje a galinha devia ser mais novinha e não conseguiu. Desconfio que ela tenha vindo parar desse lado do muro na noite passada.

Agora vamos falar do meu cachorro, que responde pela alcunha de Luck. Ele tem o hábito de ir fazer suas necessidades no quintal pela manhã e mijar por todo o muro. De manhã ele não fez nenhum alarde indicando que ela estivesse por aqui. Por volta das 10h da manhã eu notei que ela estava tentanto pular de volta para sua casa. Se ele viu ou fez que não viu não sei dizer (por exemplo, ele corre atrás de gatos quando sabe que tem alguém olhando para ele, caso contrário ele deixa passar, ou dá uns latidos no máximo), mas foi só as 15h30 que ele deu pela presença da galinha (observação: minha mãe estava junto com ele).

Pronto, estava armada a bagunça. Ele corria pelo quintal todo atrás dela latindo e a coitada gritando. Fiquei vendo o show por uns 5 minutos e acabei ficando com dó da galinha e tranquei o cacharro para tentar salvar as penas da coitada (não que eu achesse que meu cachorro iria matá-la, mas é bom evitar).

Agora a missão era pegar a galinha. Fiquei correndo atrás dela para ver se ela conseguia pular o muro, mas nada, era muito alto para ela. Foi então que ela encontrou um esconderijo: bem no fundo do quintal tem uma área cercada por telhas, onde tem restos de areia e um pé de boldo “gigante” (essa é outra história). Eu assustava a galinha para ela sair de lá, mas sempre acabava voltando. Acabamos chamando um senhor, de mais de 60 anos, que estava trabalhando no quintal de origem da penosa. Ele começou a subir na amoreira e a andar pelo muro e passou para o muro do fundo do quintal (esse muro faz diviza com o estacionamento da Santa Casa de Misericórdia. Nota: tem um barranco entre a base do muro e o estacionamento.) Ele ficava falando:

“Atropela ela pra ver se ela pula.”

“Eu já tentei isso”, respondi, “ela não consegue.”

“Pode atropelar.”, insistia, até que ele dicidiu descer do muro.

Minha mãe ofereceu uma escada mas ele insistiu. Só que um tijolo do topo do muro começou a se mover e quase que o velho cai pro lado do hospital. Tenso. Mas ele conseguiu vir pro lado certo.

Ficamos então os três correndo atrás da galinha até ela ficar encurralada em algum canto e o velho poder pegar ela.

Nesse momento eu já estava até mancando de dor no joelho (isso não é muita novidade ¬¬’ ) e velho ainda insistiu em pular o muro mais uma vez!

Ele disse que ia cortar as asas dela.  De fato, alguns minutos depois era possivel ouvir de casa os berros.

Moral da história:

(i) Quando quer, meu cachorro consegue ser um cachorro;

(ii) O velho tem mais saúde que eu. XD