Teoria de Grupos e Estado Sólido

Se existe um certo parâmetro, então podemos classificar um conjunto de pessoas* em diferentes grupos baseado nesse parâmetro. Sendo assim, considere o parâmetro “Entender o Kittel**.

Dividimos o conjunto considerado em dois grandes grupos:

(1) Aqueles que leem e entendem o Kittel;

(2) Aqueles que leem, mas não entendem (ou pelo menos tentam entender) o Kittel.

Posso afirmar com quase certeza que grande parte (senão todos) do conjunto faz parte do grupo (2) e que o único (senão o mais representativo) membro do grupo (1) é o próprio Kittel.

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Notas:

* Aqui por simplicidade da análise vamos considerar apenas pessoas em formação em Física ou já graduados.

** Kittel -> livro texto de Física do Estado Sólido.

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Eu deveria estar estudando esse livro para a prova de quarta-feira, mas falar desse livro parecia algo mais interessante.

Observação: Este post apresenta apenas opiniões pessoais e não tem o intuito de ofender o livro muito menos o autor (escrever um livro não é fácil e eu sei muito bem isso). Tampouco pretende ser didático.

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Regina Spektor

Regina Ilyinichna Spektor (Реги́нa Ильи́нична Спе́ктор), ou apenas Regina Spektor, é uma cantora nascida em Moscou mas que desde os 8 anos, aproximadamente,  mora nos EUA. Sua música vai além de qualquer tipo de classificação, pelo menos eu não sei descrever sua música quando alguém me pergunta o que ela toca, e é justamente isso que me faz gostar mais dela ainda. Ou seja, escute e veja se gosta. Mas é fato que os instrumentos mais presentes em sua música é sua voz e o piano, a razão principal que me fez interessar por sua música e se tornar minha cantora favorita.

Até hoje ela tem 5 trabalhos oficiais lançados: 11:11 (2001), Songs (2002), Soviet Kitsch (2004), Begin to Hope (2006) e Far (2009).

Entretanto, sua produção é muito mais extensa. Garimpando pela internet é possivel encontrar muitas gravações não oficiais de musicas que ela toca em seus shows e que não estão presentes nos cd’s. O Youtube está cheio disso e vale a pena dar uma procurada.

Eu considero o Soviet Kitsch seu melhor trabalho.

Abaixo o clipe de Us:

Finalmente, esse ano ela se apresenta pela primeira vez no Brasil no Festival SWU. \o/

Além disso, ela disse na sua página do facebook que está produzindo seu primeiro DVD. 😀

Mais algumas músicas:

On the radio (versão alternativa do clipe oficial, sem as crianças e com chocolate) do album Begin to Hope:

The Man of Thousand Faces de Far:

Lounge de Songs:

Braille de 11:11:

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Links:

Página oficial: http://reginasplash.warnerreprise.com/

MySpace: http://www.myspace.com/reginaspektor

Facebook: http://www.facebook.com/reginaspektor

Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Regina_Spektor

Meu cachorro e a galinha do vizinho

De vez em nunca meu cachorro tem um surto de coragem e tenta mostrar serviço. Hoje seu alvo foi a galinha do vizinho. Antes vou tentar explicar como é o meu quintal.

O meu quintal faz diviza com um terreno que tem um galinheiro montado ao redor de uma amoreira. Em vez das galinhas dormirem dentro do galinheiro elas sobem nos galhos e muitas vezes tentam se aventurar no muro, andando de um lado para o outro. Entretanto, algumas delas acabam indo além e vem no meu quintal e sempre conseguem voltar. Só que hoje a galinha devia ser mais novinha e não conseguiu. Desconfio que ela tenha vindo parar desse lado do muro na noite passada.

Agora vamos falar do meu cachorro, que responde pela alcunha de Luck. Ele tem o hábito de ir fazer suas necessidades no quintal pela manhã e mijar por todo o muro. De manhã ele não fez nenhum alarde indicando que ela estivesse por aqui. Por volta das 10h da manhã eu notei que ela estava tentanto pular de volta para sua casa. Se ele viu ou fez que não viu não sei dizer (por exemplo, ele corre atrás de gatos quando sabe que tem alguém olhando para ele, caso contrário ele deixa passar, ou dá uns latidos no máximo), mas foi só as 15h30 que ele deu pela presença da galinha (observação: minha mãe estava junto com ele).

Pronto, estava armada a bagunça. Ele corria pelo quintal todo atrás dela latindo e a coitada gritando. Fiquei vendo o show por uns 5 minutos e acabei ficando com dó da galinha e tranquei o cacharro para tentar salvar as penas da coitada (não que eu achesse que meu cachorro iria matá-la, mas é bom evitar).

Agora a missão era pegar a galinha. Fiquei correndo atrás dela para ver se ela conseguia pular o muro, mas nada, era muito alto para ela. Foi então que ela encontrou um esconderijo: bem no fundo do quintal tem uma área cercada por telhas, onde tem restos de areia e um pé de boldo “gigante” (essa é outra história). Eu assustava a galinha para ela sair de lá, mas sempre acabava voltando. Acabamos chamando um senhor, de mais de 60 anos, que estava trabalhando no quintal de origem da penosa. Ele começou a subir na amoreira e a andar pelo muro e passou para o muro do fundo do quintal (esse muro faz diviza com o estacionamento da Santa Casa de Misericórdia. Nota: tem um barranco entre a base do muro e o estacionamento.) Ele ficava falando:

“Atropela ela pra ver se ela pula.”

“Eu já tentei isso”, respondi, “ela não consegue.”

“Pode atropelar.”, insistia, até que ele dicidiu descer do muro.

Minha mãe ofereceu uma escada mas ele insistiu. Só que um tijolo do topo do muro começou a se mover e quase que o velho cai pro lado do hospital. Tenso. Mas ele conseguiu vir pro lado certo.

Ficamos então os três correndo atrás da galinha até ela ficar encurralada em algum canto e o velho poder pegar ela.

Nesse momento eu já estava até mancando de dor no joelho (isso não é muita novidade ¬¬’ ) e velho ainda insistiu em pular o muro mais uma vez!

Ele disse que ia cortar as asas dela.  De fato, alguns minutos depois era possivel ouvir de casa os berros.

Moral da história:

(i) Quando quer, meu cachorro consegue ser um cachorro;

(ii) O velho tem mais saúde que eu. XD

Il Vecchio al tavolo

Foi quando ninguém ouviu sua voz que ele se deu conta que não era mais o mesmo, de que não era mais importante. Sempre fora ativo e importante na sociedade e sobretudo na família. Mas os tempos passaram, gerações novas estavam presentes com novas idéias, novas éticas e métodos. E era isso que mais o atingia: novos métodos! Os seus sempre foram mais eficazes, mais ilustres, um modelo a ser seguido. Não havia mais lugar para ele naquele espaço.

“Asilo? Talvez lá alguém me ouça.”

Sentiu-se como uma criança, mesmo sentado na ponta da mesa, local de onde governou por mais de 60 anos.

(24 de abril de 2010)

Do you understand?

What I am going to tell you about is what we teach our physics students in the third or fourth year of graduate school – and you think I’m going to explain it to you so you can understand it? No, you’re no going to be able to understand it. Why, then, am I going to bother you with all this? Why are you going to sit here all this time, when you won’t be able to understand what I am going to say? It is my task to convince you not to turn away because you don’t understand it. You see, my physics students don’t understand it either. That is because I don’t understand it. Nobody does.

Richard P. Feynman – QED: The Strange Theory of Light and Matter (1985)

Estou mesmo aqui?

Tem um tempinho que estou querendo re-editar este blog, sempre a mesma ideia, sempre as mesmas desculpas. Vou apagar alguns posts (algo que já tenho feito há um certo tempo).

Deste modo vem a pergunta: Estou mesmo aqui?

Resposta: Não sei. Se tudo de desinteressante que acontece na minha vida permitir que eu poste com certa frequência neste espaço, então sim, estou de volta. Caso contrário, não.

Sem mais.