Os Ventos de Junho

Alento para o dia quente, os ventos de Junho, estranhamente presentes no final desta tarde de verão, mostram que nada mais é como antes. “Mas por que minha mente quer permanecer a mesma?”

O vento faz balançar a persiana do escritório. Resolvo sair e fazer parte desta tarde pouco comum. Observar o sol se pôr, e deixar a cidade na escuridão, é indescritível. O vento ajuda a levar para longe as poucas nuvens restantes de horas anteriores, como que forçando a tarde a durar mais. Mas ela será longa de qualquer maneira, afinal é uma tarde de Dezembro.

“Oh, doce Vento do Sudoeste, faça-me um favor: leve meus pensamentos para longe, mas permita que um pouco de Vida permaneça, para que tudo continue mudando.”

Originalmente em 30/12/2010 (Itapira, São Paulo)

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